“Pô Pet, eu faço uma alimentação tão certinha, tão saudável, e mesmo assim não consigo emagrecer. Deve ser meu metabolismo lento.” Essa frase eu escuto direto no consultório.
Vou te falar uma coisa que incomoda no começo, mas que liberta depois. Metabolismo lento, do jeito que o pessoal acredita, quase nunca é o problema. O que existe é gente com demanda energética maior e gente com demanda energética menor. Quem gasta menos precisa comer de acordo com essa necessidade, senão o peso não desce.
O vilão de verdade é o final de semana
Hoje o que eu mais vejo travar resultado é o final de semana sem nenhum controle. A pessoa segue a dieta bonitinha de segunda a sexta e no sábado faz uma refeição que eu chamo de livre apocalíptica. Come uma quantidade absurda e detona a semana inteira de uma vez.
Quando a gente pensa em emagrecimento, tem que pensar no período todo. Não adianta olhar só os dias certinhos. É a soma de tudo que você comeu, incluindo o fim de semana, que decide se você emagrece ou fica empatado.
Um caso real do consultório
Tive uma cliente que jurava ter o metabolismo travado. Fiz o cálculo da necessidade calórica dela, dava em torno de 2100 calorias. No recordatório da semana, dava 1500. Parecia pouquíssimo. Só que quando entrava o final de semana, a média diária subia e ela ficava parada no mesmo lugar. Não engordava e não emagrecia.
A gente ajustou as quantidades e organizou o fim de semana, sem proibir tudo, só controlando. Resumo da ópera: em dois meses ela perdeu 4 kg de gordura, de um metabolismo que estava “parado” na teoria.
O que fazer com isso
Comer algo diferente no fim de semana pode. O perigo está na palavra “livre”, que solta a pessoa pra comer o que quiser na quantidade que quiser. Uma refeição fora da dieta, numa quantidade controlada, não atrapalha o resultado. A refeição livre sem freio joga a sua semana fora.
Se você se identificou e quer parar de colocar a culpa no metabolismo, me chama no WhatsApp. A gente faz sua avaliação aqui na Barra da Tijuca e ajusta o que precisa.
